O empresário da Hotelaria, da Gestão e das Artes Marciais

Publicado em 23/11/2015
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Um profissional da hotelaria que é bastante atuante pelo segmento e que atua também no turismo, na hospitalidade, no esporte, no meio ambiente ou seja lá onde for preciso, pois está sempre à disposição para novos (e ousados) projetos. Falamos de Bruno Omori, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em São Paulo e agora diretor de operações da ABIH Nacional.

Omori conversou com o Redescobrindo na sede da ABIH-SP e contou um pouco de seu currículo, o ingresso na hotelaria, projetos desenvolvidos ao longo da bela carreira, além do vínculo especial com o MMA. O esporte de lutas marciais tem ganhado bastante visibilidade no país e podemos dizer que este posicionamento também tem a colaboração de Omori. Confira a entrevista abaixo e entenda o motivo.

Entrevista com Bruno Omori

1- Fale um pouco de sua trajetória profissional, formação e especializações.

Bruno Omori: Sou formado em Administração de Empresas pela Mackenzie, fiz MBA na FGV, um MBA Internacional pela FGV/Ohio University em Turismo, Hotelaria e Entretenimento e Business English na University of California Irvine (UCI). Como meu pai é engenheiro, fundador do Grupo Omori e trabalha construindo e negociando a compra e venda de hotéis não tive como não crescer no segmento hoteleiro. Em 1985, ele recebeu uma boa proposta para comprar um Flat/hotel na Alameda Lorena, em São Paulo. E de 1986 até 2014 fomos os proprietários do Lorena Hotel, adquirido pela WZ Hotéis mais recentemente. Aos 14 anos já estava trabalhando no departamento pessoal do Lorena. Passei por todas as áreas desde a recepção, comercial, vendas, faturamento, departamento pessoal, entre outras e isso me deu muita base para ir conhecendo a hotelaria.

Em 1999, deixei o Lorena e parti para uma experiência nova. Fui trabalhar com o mercado de auditoria na Ernst & Young. Lá fui ser auditor contábil. Foi um período de muito aprendizado, pois era uma realidade de análise de mais de 60 auditorias com perfis de empresas diferentes. Eram corporações dos mais variados segmentos e com estruturas diretivas complexas, mas que funcionavam. Essa fase foi muito importante à minha experiência profissional.

Assim pude formar o meu destino. Depois voltei para o Lorena Hotel para montar a minha consultoria, a Omori Corporate, na qual sou diretor de negócios. Como o Grupo Omori trabalha no segmento da hotelaria – e daí surge a experiência para que eu esteja à frente da ABIH-SP-, atualmente, administramos o Iate Park Hotel (um mix de clube com hotel) em Ilha Comprida, no litoral paulista, e mais uma carteira de 25 empreendimentos em todo o Brasil. Sempre temos um fixo.

2- E o trabalho junto ao Lorena Hotel Internacional como foi?

Bruno Omori: Como o Lorena Hotel tinha uma carteira de clientes com uma base de 42 mil empresas e destas 27500 eram ativas sempre tive muito trabalho para fortalecer as parcerias. Sempre fomos um dos hotéis com capacidade máxima na capital paulista e, por este motivo, a maioria das modalidades esportivas – quando passavam por São Paulo – ficavam hospedados conosco. Um exemplo foi o Campeonato Brasileiro de Futebol de Botão que foi inteiramente realizado lá. Hospedamos toda a diretoria, comitivas estaduais, além dos atletas. Muitas atividades da Federação Brasileira de Atletismo também eram realizadas em nosso complexo.

Outro fato que nos orgulhamos muito é que por  mais de dez anos o Lorena Hotel foi sede do Consulado Geral de Cuba em São Paulo. O segundo andar inteiro foi alugado para o país caribenho e o fluxo era constante para pedidos de vistos. Assim, sempre enxergamos que o Lorena era um hotel à frente de muitos na região. Tínhamos a preocupação de criar ações de fidelização com empresas, restaurantes, lojas da Rua Oscar Freire e adjacentes, além de ações de marketing direto.

Outro campo em que atuamos muito é o político. O Lorena sempre foi base para hospedagens de políticos, autoridades municipais, prefeitos e governadores. Muitas vezes já fazíamos convites para prefeitos que – após eleitos – a primeira hospedagem em São Paulo era uma cortesia nossa. Desta forma criamos um belo trabalho com o segmento.

3- Como nasceu o instituto do qual é presidente, o IDT-CEMA?

Bruno Omori: Com este foco corporativo, esportivo e político, em 2008, fundei o Instituto de Desenvolvimento, Turismo, Cultura, Esporte e Meio Ambiente (IDT-CEMA) para trabalhar eventos com cidades, conexões com eventos esportivos, feiras e culturais. O trabalho foi embasado em 4 pilares: 1- Desenvolvimento e elaboração de planos diretores de turismo (nos últimos três anos elaboramos dos municípios de Eldorado, Pereira Barreto e São Pedro, no Estado de São Paulo) 2- Estabelecimento de Centros de Excelência Olímpicos com apoio de federações esportivas e prefeituras; 3- Planos de Mobilidade Urbana e Acessibilidade municipais e 4- Projetos de qualidade econômica (novos hotéis, parques temáticos e dentro de municípios com foco de atuação econômica).

 

Bruno Omori em Brasília (DF) na audiência publica da Comissão de Direitos Autorais na Câmara dos Deputados representando a ABIH NACIONAL e falando contra a cobrança do ECAD nas UHS

4- Fale um pouco do seu trabalho à frente do MMA no Brasil. Como tudo começou?

Bruno Omori: Entramos nos MMA pelo relacionamento e expertise construída pelos case de sucesso do Lorena, Idtcema e Abihsp. Fui um atleta de karatê por 15 anos e no Lorena, como já disse, era o responsável pela carteira de clientes, especialmente com os presidentes e dirigentes de confederações esportivas.

Em 2011, fui convidado para assumir a diretoria de marketing da CBMMA (Confederação Brasileira de MMA) e nessa época o esporte começou a ganhar visibilidade nos Estados Unidos até mais que o beisebol e o futebol americano. Este ano (2015), assumi a vice-presidência na gestão do presidente Cauê Coffone. A CBMMA representa todos os eventos oficiais da modalidade no Brasil e as respectivas cadeiras do MMA junto às autoridades esportivas como Ministério do Turismo, Comité Olímpico Brasileiro entre outras, além de estarmos filiados a WMMA – atuante em 54 países com destaque para Estados Unidos, Japão, Brasil e países europeus.

Saliento que é uma modalidade esportiva que tem praticantes com idade de 18 a 60 anos. O Cigano é uma referência no esporte, além de outros atletas com fenótipos diferentes. Além de tudo, a prática do MMA envolver força, determinação e garra, valores fundamentais das artes marciais e que são referências à vida.

5- Novidades para 2016 junto à CBMMA?

Bruno Omori - Sim! Temos muitas novidades. Um grande projeto que conseguimos e vamos realizar de 03 a 05 de junho 2016 é a Expo MMA no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP). Neste período realizaremos um hall da fama, concurso internacional de girls, congresso internacional de MMA, exposição de estande com todas as modalidades olímpicas (judô, tae kwon do, boxe e luta greco-romana) e as não-olímpicas. Tudo isso para divulgar o turismo esportivo no Estado de São Paulo e em um momento anterior às Olimpíadas de 2016.

Vamos montar um octógono e tudo acontecerá dentro dele. A expo MMA terá uma programação bastante diversificada, pois já estabelecemos parcerias com o Jungle Fight (o maior campeonato de MMA da América Latina). Um detalhe muito interessante que faço questão de mencionar, um estudo da Delloitte já aponta que marcas que patrocinaram ações de MMA em 2014 obtiveram um aumento de 20% nas vendas. Ou seja, além do MMA ser um esporte benéfico à saúde, também pode ser vantajoso para empresas.

6- Como foi o processo eleitoral junto à ABIH Nacional e depois a chapa única?

Bruno Omori: Comento que fiz uma grande campanha para a eleição da presidência da ABIH Nacional sim. Como sempre fui um profissional associativista e como a ABIH, em 2016, completará 80 anos, pensei que o melhor seria compor uma chapa única tendo meu amigo Jatahy Fonseca Jr na presidência. Não seria interessante disputar a presidência e causar um racha interno em pleno ano comemorativo. Nesta nova formação, assumi a diretoria de Operações e esse segmento é muito do que já faço à frente da ABIH-SP, ou seja, estabelecer parcerias e ações concretas em prol da hotelaria paulista. Agora o foco será a nível nacional. Acho que uma hotelaria unida é o melhor caminho e isso está em comunhão com minha filosofia de pregar a união.

 

Complemento do Redescobrindo: Bruno Omori concorre como Personalidade Institucional na edição do Prêmio Caio 2015. Não poderíamos deixar de anunciar a votação!

 Omori concorre ao PRÊMIO CAIO 2015 como Personalidade Institucional votado por mais de 400 jurados.
Concorrerá para o 6° GRAN PRIX PRÊMIO CAIO – Personalidade Institucional.

Omori concorre ao PRÊMIO CAIO 2015 como Personalidade Institucional votado por mais de 400 jurados. Concorrerá para o 6° GRAN PRIX PRÊMIO CAIO – Personalidade Institucional.

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